Os arquitetos e especialistas do setor de lazer são unânimes em afirmar que, para saunas secas, o melhor revestimento de pisos, paredes e até mesmo forro do teto é a madeira. Porém, é preciso cuidado ao escolher a matéria-prima ideal.
As preferidas
A espécie que está em primeiro lugar na lista das eleitas para as saunas é o cedrinho (ou cedrilho), que ganhou mais espaço depois que o mogno e outras madeiras tiveram suas vendas rigorosamente controladas ou proibidas entre o final dos anos de 1990 e início de 2000.
A madeira não pode ser muito dura, pois aquece muito. "Recomenda-se que seja relativamente macia e porosa, o que confere um melhor acabamento, como é o caso do cedrilho (Erisma uncinatum)", explica Saly Takeshita, assessora técnica da Associação Nacional dos Produtores de Pisos de Madeira (ANPM). Além disso, esta espécie é fácil de aplainar, serrar e lixar, mesmo apresentando superfície de acabamento felpuda, conforme dados da publicação Madeira, editada pelo Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo). O cedrilho apresenta, na maioria das vezes, um tom rosa ou avermelhado, mas existem opções mais claras (cedrilho de creme), quando a madeira está mais nova.
Dentre as recomendadas pelos arquitetos estão também cumaru, cedro e angelim.
Tratamento certo
A madeira escolhida deve passar por um processo de secagem ao ar livre, em estufa, secadores solares ou a vácuo. "O processo correto é apenas a secagem da madeira até a umidade de equilíbrio, o que aumenta a durabilidade natural e evita ataque de agentes xilófagos (insetos que se alimentam de madeira)", explica Saly. Não são recomendados tratamentos com produtos químicos, pois há o risco de algumas toxinas serem exaladas com o aquecimento da madeira na sauna.
Manutenção
"A única forma possível é a limpeza simples com água que deve ser feita periodicamente", explica Roberto Ferreira, gerente comercial da Parquet União, que comercializa madeiras para fabricantes de saunas. Ele afirma que a validade do cedrilho é de aproximadamente cinco anos. "Em relação ao ipê, por exemplo, o cedrilho tem durabilidade menor, mas é uma alternativa sustentável", completa.
Para garantir que o revestimento seja durável, a madeira não pode ser verde, pois há o risco de inchar com o aquecimento.